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Deus, em sua providência e sabedoria insondáveis, também deliberou servir-se de homens que, em suas mãos, contribuiriam grandemente para o progresso do Seu Reino. Dentre eles, por certo, está o reformador e pastor da cidade suíça de Genebra, João Calvino, que dentre tantas contribuições deixadas ofereceu-nos belíssimos comentários, dentre os quais os de Salmos, denominado por ele uma anatomia de todas as partes da alma. - Pr. Paulo César Valle - Igreja Batista de Fé Reformada, Volta Redonda, RJ. A tradução do comentário de Calvino sobre o Livro dos Salmos é certamente de muito proveito espiritual e de grande valor devocional. Em primeiro lugar, por se tratar de um comentário de um dos livros da Bíblia, talvez o mais lido, sobretudo em momentos devocionais. Em segundo lugar, por ser comentário de um teólogo da envergadura de João Calvino, porquanto esse nosso reformador é considerado por Jean Cardier,Deão honorário da Faculdade de Teologia de Montpellier e presidente da sociedade Calvinista da França, o novo Copérnico do universo religioso. - Ademar de Oliveira Godoy. O salmista confirma a sentença precedente, demonstrando a grandeza de Deus à luz do maravilhoso caráter de suas obras. Ele não fala da essência secreta e misteriosa de Deus que enche céu e terra, mas das manifestações de seu poder, sabedoria, bondade e justiça, que são claramente exibidos, embora sejam tão vastos para que nosso tacanho entendimento os apreenda. À luz deste fato aprendemos que a glória de Deus está bem perto de nós, e que ele tão franca e claramente se desvendou, que não podemos com razão pretender qualquer justificativa para a ignorância. Aliás, ele opera tão maravilhosamente, que até mesmo as nações pagãs são indesculpáveis por sua cegueira. - João Calvino - Salmo 77.14.
“Salmo no início à guisa de prefácio, no qual o autor inculca a todos os piedosos o dever de se meditar na lei de Deus. A suma e substância de todo o Salmo consistem em que são bem-aventurados os que aplicam seus corações a buscar a sabedoria celestial; ao passo que, os profanos desprezadores de Deus, ainda que por algum tempo se julguem felizes, por fim terão o mais miserável fim.” (Volume 1, Page 41)
“Ao afirmar que Deus governa o mundo e a vida humana, o salmista faz isso por duas razões. Primeira, não importa o tipo de prosperidade que advenha aos homens, sua ingratidão se manifesta imediatamente, ao atribuírem tudo a si mesmos; assim, Deus é defraudado da honra que Lhe é devida. Salomão, para corrigir tão perverso erro, declara que nada nos sucede prosperamente, se Deus não abençoa nosso procedimento. Segunda, seu propósito era abater a tola presunção dos homens que, rejeitando a Deus, não temem fazer qualquer coisa, não importando o que seja, em dependência exclusiva de sua própria sabedoria e força.” (Volume 4, Page 374)
“O profeta convida os tementes a Deus a se contentarem com esta única coisa: com a certeza de que, tendo a Deus como seu Pai adotivo, serão mantidos convenientemente pelo labor de suas próprias mãos, assim como lemos em Salmos 34.10: ‘Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam o SENHOR bem nenhum lhes faltará’.” (Volume 4, Page 386)
“Entretanto, é óbvio que seu propósito era exaltar o poder e a benevolência de Deus para com seu povo, bem como mostrar quão pronto está Deus a oferecer-lhes assistência, para que no tempo de suas adversidades não olhem para todos os lados ao redor de si, mas que repousem satisfeitos unicamente com sua proteção.” (Volume 2, Page 319)