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Neste comentário Hernandes Dias Lopes aborda a perspectiva de que o apostolo Paulo nesta carta não trata de problemas particulares, como faz na maioria de suas missivas.
Aqui o autor expõe como Paulo aborda alguns temas que não trata com tanta profundidade nas demais, como a questão da reconciliação dos judeus com os gentios, o mistério do evangelho, a plenitude do Espírito, a família e a batalha espiritual. Essa é uma carta não apenas teológica, mas, sobretudo, prática.
Ela tange de forma profunda e clara os princípios que devem nortear a família e a igreja neste mundo inundado de escuridão.
“John Mackay diz com razão que a vida no lar, como instituição primária e básica da sociedade, exige tratamento especial. O lar, por sua própria natureza, deveria ser a morada do amor. Entretanto, a realidade, mui frequentemente, é bem outra. Um dos problemas do lar é o autoritarismo; o outro é o hedonismo. O autorismo busca governar pela força. O resultado é uma casa de bonecos ou uma casa de loucos. O autoritarismo produz o silêncio sepulcral e uma ordem imposta pelo medo ou uma caótica desordem causada pelo desespero. O hedonismo, por sua vez, é o culto exclusivista e egoístico da felicidade própria.” (Pages 149–150)
“Paulo vê sua prisão como uma oportunidade de abençoar a igreja e não de se entregar à autopiedade.” (Page 100)
“Os pecados do sexo não deviam estar presentes na vida dos crentes. A infidelidade conjugal era espantosamente comum nos dias de Paulo. O homossexualismo havia séculos era admitido como uma maneira normal de proceder. Dos quinze imperadores romanos, catorze eram homossexuais. A imoralidade grassava nos templos de Afrodite, em Corinto, e de Diana, em Éfeso. A imoralidade sexual era uma prática comum nesse tempo.” (Page 129)
“Precisamos do poder do Espírito e da habitação de Cristo para amar uns aos outros, principalmente atravessando o profundo abismo racial e cultural que, anteriormente, separava-nos.” (Page 91)
“Em segundo lugar, a oração de Paulo é uma súplica por aprofundamento no amor fraternal (3.17b)” (Page 91)